Colocar um caminhão na estrada significa assumir riscos. Um acidente pode danificar uma carga de alto valor. Um roubo pode gerar um grande prejuízo. Um veículo da frota pode se envolver em uma colisão com terceiros.
Por isso, seguro não é apenas mais uma despesa na operação de uma transportadora. É uma proteção para o patrimônio, para as cargas transportadas e para a continuidade do negócio.
Além disso, alguns seguros são obrigatórios para quem realiza transporte rodoviário remunerado de cargas no Brasil.
Neste artigo, vamos explicar os principais seguros que uma transportadora deve conhecer, o que cada um protege e como organizar o caixa para manter sua operação protegida e funcionando.
Quais seguros são obrigatórios para transportadoras?
Atualmente, a legislação estabelece três seguros obrigatórios para os transportadores rodoviários remunerados de cargas:
- RCTR-C — Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga
- RC-DC — Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga
- RC-V — Responsabilidade Civil de Veículo
Embora os nomes sejam parecidos, cada seguro protege a transportadora contra tipos diferentes de riscos. Vamos entender cada um deles.
RCTR-C: proteção contra acidentes com a carga
O RCTR-C é o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga. Ele está relacionado à responsabilidade da transportadora por perdas ou danos causados à mercadoria transportada em determinados acidentes durante o transporte.
Entre os eventos previstos pela legislação estão colisão, abalroamento, tombamento, capotamento, incêndio e explosão.
Imagine que um caminhão esteja transportando uma carga de alto valor e sofra um tombamento durante a viagem. Além dos danos ao veículo, parte ou toda a mercadoria pode ser perdida. É justamente para situações dessa natureza que existe o RCTR-C.
Para uma transportadora que movimenta diariamente mercadorias pertencentes a terceiros, essa proteção é fundamental.
RC-DC: proteção contra desaparecimento da carga
Outro risco importante no transporte rodoviário é o desaparecimento da mercadoria. Para isso existe o RC-DC — Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga.
Esse seguro contempla situações previstas em sua cobertura relacionadas, por exemplo, a roubo, furto e outras hipóteses de desaparecimento da carga.
Para transportadoras que movimentam mercadorias de alto valor ou operam em rotas mais expostas a ocorrências desse tipo, trata-se de uma proteção particularmente relevante. Além da contratação do seguro, gerenciamento de risco, rastreamento, procedimentos internos e planejamento de rotas podem fazer parte da estratégia de proteção da operação.
RC-V: proteção contra danos causados a terceiros
Um caminhão pode causar prejuízos que vão muito além da própria carga. Imagine um veículo da transportadora envolvido em um acidente que provoque danos materiais ou corporais a terceiros. É aí que entra o RC-V — Responsabilidade Civil de Veículo.
Esse seguro tem como objetivo cobrir a responsabilidade por danos corporais e materiais causados a terceiros pelo veículo utilizado no transporte rodoviário de cargas.
Para uma empresa que mantém diversos veículos circulando diariamente, esse é um risco que não pode ser ignorado.
Por que esses três seguros são diferentes?
Uma maneira simples de entender é pensar em três tipos de risco.
O RCTR-C olha para a carga em situações de acidente.
O RC-DC olha para o desaparecimento da carga.
O RC-V olha para danos causados a terceiros pelo veículo.
Juntos, eles cobrem diferentes dimensões de risco presentes na atividade de transporte. Por isso, não basta simplesmente dizer que a transportadora possui “seguro de carga”. É importante entender exatamente quais riscos estão cobertos por cada apólice e quais são as condições contratadas.
E o seguro dos próprios caminhões?
Além dos seguros obrigatórios relacionados à atividade de transporte, uma transportadora também precisa pensar na proteção do próprio patrimônio.
Os caminhões normalmente estão entre os ativos mais importantes da empresa. Um veículo parado após um acidente pode significar não apenas um custo de reparo, mas também dias ou semanas sem gerar receita.
Por isso, dependendo da frota e da estratégia da empresa, pode fazer sentido avaliar seguros que protejam os próprios veículos contra riscos como colisões, incêndio, roubo, furto e outros eventos previstos na apólice contratada.
Quanto maior a frota, maior pode ser a importância de pensar nos seguros como parte da gestão patrimonial da empresa.
Outros seguros que uma transportadora pode avaliar
Os três seguros obrigatórios não necessariamente representam todas as necessidades de proteção de uma empresa. Dependendo do tamanho e das características da operação, podem existir outros riscos relevantes.
Uma transportadora pode avaliar, junto a uma corretora ou seguradora, proteções relacionadas a:
- veículos da frota;
- instalações e centros operacionais;
- equipamentos;
- responsabilidade civil;
- riscos ambientais;
- riscos cibernéticos;
- vida e acidentes envolvendo colaboradores;
- outras exposições específicas da operação.
A necessidade muda de empresa para empresa. Uma transportadora com cinco caminhões possui um perfil de risco diferente de uma companhia com centenas de veículos, diversos centros de distribuição e operações em vários estados.
Seguro barato é necessariamente o melhor?
Preço importa, mas não deveria ser o único critério. Uma apólice mais barata pode possuir condições, limites, franquias ou coberturas diferentes de outra.
Ao comparar propostas, é importante entender fatores como:
- o que efetivamente está coberto;
- qual é o limite da cobertura;
- qual é a franquia ou participação da transportadora;
- quais situações estão excluídas;
- se existem exigências de gerenciamento de risco;
- como funciona o processo em caso de sinistro;
- se a cobertura é adequada ao tipo e ao valor das cargas transportadas.
O objetivo não deveria ser simplesmente contratar o seguro mais barato, mas encontrar uma proteção compatível com a operação da transportadora.
Gerenciamento de risco também faz parte da proteção
Seguro e prevenção trabalham juntos.
Nos seguros RCTR-C e RC-DC, a legislação prevê vínculo com um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) estabelecido entre o transportador e sua seguradora.
Na prática, medidas de gerenciamento de risco também podem contribuir para reduzir a exposição da transportadora a ocorrências. Dependendo da operação, isso pode envolver rastreamento, monitoramento, procedimentos para paradas, seleção de rotas, protocolos para cargas específicas e outras medidas.
Quanto melhor a transportadora conhece seus riscos, melhor consegue proteger sua operação.
Proteger a operação também exige capital de giro
Seguro é apenas um dos custos necessários para manter uma transportadora funcionando. Todos os meses também existem despesas como combustível, pedágios, pneus, manutenção, folha de pagamento, impostos, financiamento da frota e fornecedores.
O problema é que muitos desses custos precisam ser pagos antes de a transportadora receber pelos fretes que já realizou.
Imagine uma empresa que tenha realizado R$ 500 mil em fretes, mas receberá grande parte desse valor somente nos próximos 30, 45 ou 60 dias.
A operação aconteceu. Os CT-es foram emitidos. Os recebíveis existem.
Mas o dinheiro ainda não entrou no caixa.
Frete realizado pode virar capital para a próxima viagem
É justamente nesse intervalo que a LogFin pode ajudar.
Se sua transportadora possui recebíveis elegíveis de fretes já realizados, é possível solicitar a antecipação desses valores. Em vez de esperar o vencimento do pagamento do cliente, a transportadora pode transformar parte dos recebíveis futuros em capital disponível agora.
Esse dinheiro pode voltar para a própria operação. Pode ajudar a pagar combustível. Pode ajudar na manutenção da frota. Pode financiar novas viagens. Pode dar mais flexibilidade para administrar despesas como seguros e fornecedores.
E pode permitir que a transportadora aceite novas cargas sem precisar esperar o dinheiro das anteriores entrar no caixa.
Uma transportadora protegida também precisa continuar rodando
Contratar os seguros adequados protege a empresa contra eventos que podem gerar grandes prejuízos. Mas uma boa gestão financeira também passa por garantir que exista capital disponível para manter a operação funcionando e aproveitar novas oportunidades.
É por isso que seguro e fluxo de caixa, embora sejam assuntos diferentes, fazem parte da mesma preocupação: manter a transportadora saudável, protegida e com capacidade para continuar crescendo.
Tem fretes realizados e ainda não recebeu?
Se sua transportadora possui CT-es emitidos e valores que serão pagos futuramente, envie sua operação para a LogFin. Você protege sua carga com seguro; a LogFin ajuda a não deixar o dinheiro dos fretes parado até o vencimento.